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Nova NBR 16.697 altera percentuais de adições nos cimentos

A revisão e atualização da norma técnica de cimento – NBR 16.697:2018, recém publicada, traz algumas mudanças para o mercado. Entretanto essa revisão não altera a essência da norma anterior e mantém as mesmas especificações de cimento, no entanto, aumenta o percentual de fíler calcário nos cimentos. Com isso, alguns critérios de requisitos foram alterados para se adequar à elevação dessas adições, como perda ao fogo e resíduo insolúvel.

O CPI, por exemplo, que não tinha nenhum tipo de adição, agora poderá ter de 1% a 5% de pozolana, escória ou fíler calcário, sendo o antigo CPI S. Já o CPI S vai ter agora de 6% a 10% de fíler, ficando igual em termos de adições ao anterior CP II F, que por sua vez passará a ter de 11% a 25% de fíler. Já os compostos CPII Z e CPII E poderão possuir até 15% de fíler, enquanto na norma anterior esse percentual poderia ir até 10%.

O CP IV e o CP III também sofreram mudanças no percentual de fíler, podendo ter agora de 0 até 10 %, da mesma forma que o CP V, enquanto na versão antecedente poderia ir até no máximo 5%. “Contudo, o percentual de escória e pozolana nos cimentos CPIIE e CPIIZ e CP IIE não mudaram, sendo acrescentada a possibilidade de se colocar mais 5% de escória no CPIII, que era de 70%, passando agora para 75%”, explica o especialista em concreto e consultar da Tecomat, Tibério Andrade. Segundo ele, não houve alteração nas classes de resistências dos cimentos, que continuariam 25, 32, 40. Portanto, o cimento que teve maior impacto com a mudança foi o CP II F, entretanto, os percentuais de fíler praticados nele, atualmente, passaram a ser utilizados no CPI S com a nova norma.

Com a publicação da NBR 16.697, ocorreu a unificação de oito normas técnicas. De acordo com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção (SNIC), que lideraram o processo de revisão e atualização da normativa, haverá um alinhamento com padrões internacionais e o atendimento aos direcionamentos da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Iniciativa pela Sustentabilidade do Cimento (CSI), o que, conforme alegam, permitirá a adoção de tecnologias mais avançadas para diminuir emissões e melhorar a eficiência energética.

“Essas mudanças, sob o ponto de vista técnico, não levaram a um impacto grande para o mercado consumidor, haja vista que os acréscimos nas adições minerais foram pequenos, excetuando-se o cimento CPII F, que sob o ponto de vista de adições passará a ser o antigo CPI S. Com isso, o mercado rapidamente encontrará seu ponto de equilíbrio”, conclui Tibério Andrade.