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Controle tecnológico do concreto evita prejuízos elevados em parques eólicos

O Nordeste brasileiro tem sido uma das regiões mais visadas para a construção de parques eólicos, um dos nichos de mercado em maior evidência no País. Há, atualmente, cerca de dez construtoras trabalhando com este segmento e a Tecomat, na área de tecnologia, tem prestado alguns serviços. Atualmente, a empresa atua em oito parques eólicos, localizados nos Estados de Pernambuco, Piauí, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba, já tendo operado em mais de 30 parques.

O controle tecnológico do concreto das bases das torres eólicas é uma das mais importantes ações na construção de parques de geração eólica. Isso porque o custo de manutenção da base de um aerogerador é muito alto para o empreendedor. Então, prevenir é o grande segredo. Quando isso não ocorre, podem surgir problemas sérios, que demandarão grandes investimentos. A Tecomat Engenharia, que atua em mais de oito empreendimentos deste nicho no momento, todos na região Nordeste, revela que já recebeu, por exemplo, demandas para avaliação em projetos que tiveram elevações de temperatura do concreto superiores a 80° C. A empresa realizou ensaios e elaborou um diagnóstico com o intuito de verificar se seria necessária alguma intervenção. Também houve casos que apresentaram resultados de resistência à compressão inferiores ao previsto no projeto.

Outras falhas técnicas que podem acontecer durante a construção dos parques são a adição de aditivos em quantidades inadequadas durante a produção do concreto, ou mesmo a utilização errônea da folga de água, o que pode vir até a inutilizar a estrutura da base de um aerogerador. Também é comum ocorrer a falta de confiabilidade nos resultados por inconsistências técnicas, decorrente de processos ineficientes ou deficitários dentro do laboratório da obra.

Para o engenheiro Thiago Rosado, da Tecomat, é importante também que as camadas de solos das vias de acesso aos parques eólicos sejam controladas, por meio de ensaios de densidade in-situ, e que a capacidade de carga seja verificada em um ensaio de placa. “Os guindastes pesam muitas toneladas e uma possível paralização dos serviços devido a um deslocamento de solo devido ao excesso de carga aplicada ocasionaria um enorme prejuízo para o cliente, se pensarmos que os empreendimentos custam milhares de reais”, observa Rosado.

Outros serviços prestados pela Tecomat no segmento de eólicas são o controle tecnológico de graute, com ensaios de tração na flexão e compressão em corpos de prova prismáticos, controle tecnológico de concreto para fábricas de pré-fabricados em concreto, monitoramento de temperaturas em elementos massivos de concreto, além de ensaios especiais de agregados, de reatividade álcali-agregado, análises em água para amassamento de concreto, entre outros.