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Edifícios da RMR com mais conforto por meio do uso da tecnologia de Mapeamento Acústico

Após a pandemia da Covid 19, as pessoas passaram a viver e trabalhar mais tempo dentro das suas casas. Para adaptarem-se a esse “novo normal”, o silêncio tornou-se ainda mais necessário. O que nem todos sabem é que para se ter uma atenuação de ruído incidente nas fachadas das residências, há um trabalho de engenharia que consiste no uso da tecnologia de Mapeamento Acústico – uma técnica de simulação acústica computacional que mapeia os ruídos no entorno do empreendimento em análise. Isto proporciona ao construtor, projetista e consultores técnicos, melhores parâmetros de decisão para projetar uma fachada que atenda a critérios normativos de isolamento acústico. O aumento na utilização do mapeamento acústico já é perceptível em empreendimentos espalhados por todo o Brasil, inclusive na Região Metropolitana do Recife, que atualmente possui 112 empreendimentos com mapa acústico, desenvolvidos pela Tecomat Engenharia, de um total de 50 diferentes construtoras, 67 deles apenas na cidade do Recife.

Utilizado para se estudar a emissão de ruído em plantas industriais, estacionamentos, rodovias, ferrovias e até mesmo no planejamento urbano de cidades inteiras, especialmente nas edificações residenciais, este mapeamento tem como finalidade a caracterização do Nível de Pressão Sonora incidente nas fachadas, o que permite uma maior precisão na determinação do Índice de Isolação Sonora das esquadrias. “O Mapeamento Acústico é recomendado em todos os tipos de edificação, porque garante ao construtor utilizar a esquadria que efetivamente proporcione o desempenho desejado. Menciona-se também que essa tecnologia é indicada não só para as edificações localizadas próximas a vias com grande fluxo de veículos como também para as construções próximas à ferrovias e aeroportos, construções essas que necessitam de um estudo mais específico de isolamento”, afirma Otávio Joaquim da Silva Júnior, líder da equipe de análises de desempenho acústico da Tecomat Engenharia.

Nesse sentido, Otávio ainda acrescenta que o mapeamento acústico é uma ferramenta fundamental no desenvolvimento do projeto de arquitetura, porque proporciona ao construtor uma análise preliminar de custos de uma edificação localizada no interior de uma área pouco ou muito ruidosa, sendo essa uma das razões pela qual é recomendado que o mapeamento seja elaborado na fase de anteprojeto. “Um exemplo interessante de alteração de projeto por conta de mapeamento acústico foi um conjunto residencial localizado próximo a uma rodovia, o que implicou em alguns edifícios com fachadas classificadas na classe de ruído III, a mais alta da NBR 15575. Como estava sendo trabalhado o anteprojeto, foi possível relocar os edifícios para o interior do lote, reduzindo o ruído incidente nas fachadas e mudando assim a classe de ruído para II. Com esta alteração, percebeu-se uma redução significativa no custo da obra”, finaliza.