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Tecomat & Prosa debate Revisão do regimento SiAC e o seu impacto na certificação PBQP-H 2021

Este foi o tema da última edição do Tecomat & Prosa, que aconteceu no dia último dia 11 de maio, às 19h. Trata-se de um assunto bastante debatido recentemente, em conformidade com a atualização das exigências do SiaC 2021, publicada em janeiro deste ano. Durante a live, foram abordadas as alterações nas exigências apresentadas para obtenção das certificações pelas construtoras, além da importância do controle tecnológico dos materiais e componentes e da sua execução por empresas acreditadas junto ao Inmetro.

Com apresentação do gestor de desempenho da Tecomat, Pedro Góis, e mediação do diretor técnico da empresa, Angelo Just, o encontro virtual teve como palestrante Marcos Galindo. Ele é representante titular da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) na CTHEC (Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação)) e no GT SiAC (que substitui a antiga Comissão Nacional do SiAC). “Gostaríamos de chamar a atenção de pontos que as construtoras precisam levar em consideração para elaboração de projetos e controle tecnológico de materiais e serviços”, explicou Marcos.

O palestrante contou que este sistema já é bastante conhecido das construtoras, mas que a cada dois a três anos, há revisão e atualizações no regimento. “Nesta última, este aspecto que deve ser levado em consideração é justamente a seleção de laboratórios qualificados para realização do controle tecnológico de materiais e serviços, o que será também um ponto de atenção para construtoras, que também precisam pensar no momento das auditorias”, avisa.

Outro fator destacado por Marcos é o acréscimo de fichas de avaliação do desempenho de sistemas convencionais e a utilização dos documentos de avaliação técnica de produtos inovadores (DATEC). “Isto traz mais alternativas para as construtoras selecionarem especificações nos seus projetos. Estas fichas já contêm a avaliação do desempenho daquele sistema ou produto e, ao introduzir essa especificação, a construtora já está, potencialmente, atendendo às normas de desempenho”, afirma complementando que, como consequência, há mais qualidade e controle tecnológico do que se faz na obra, preservando-se de futuras patologias que possam acarretar até ações judiciais. “E mesmo que situações indesejadas ocorram, com estes materiais em mãos, haverá a comprovação de que todos os cuidados que a norma prevê para cada uma daquelas certificações foram adotados”, analisa.

Outros profissionais gabaritados da área também endossam a necessidade de se debater o tema e de que as construtoras procurem laboratórios acreditados. A engenheira Michelli Vasconcelos, por exemplo, explica que a principal mudança foi no item de qualificação de fornecedores, de laudos e validação dos produtos ou serviços que também são aplicados na obra. “Haverá a obrigatoriedade da avaliação pelas construtoras dos laboratórios que fornecem estes controles e verifiquem, primeiramente, se possuem acreditação no Inmetro. Caso o laboratório não possua, em resumo, a construtora precisa qualificar esse laboratório periodicamente”, explica.

Outra prestigiada profissional, a engenheira Karla Leão Guimarães fala sobre a importância desta qualificação de laboratórios. “Os acreditados apresentam garantia de validade dos resultados, confiabilidade e atendem a requisitos de competências como calibração da RBC (da rede brasileira de calibração)”, exemplifica. Ela afirma, ainda, que fazem comparações interlaboratoriais e ensaios de proficiência. “Além disso, os profissionais são constantemente supervisionados, monitorados e apresentam relatórios mais consistentes e com o símbolo do Inmetro, o que já confere garantia de validade do resultado, finaliza.